Na terça-feira, Mano Menezes estreia no comando da Seleção Brasileira. O adversário será a seleção dos EUA.
Seria Dana White um visionário?
O presidente do UFC/sósia do André Henning fez uma jogada de mestre e, sem saber da existência da partida de futebol, acabou arranjando uma preliminar e tanta: o UFC 117.
Com dias de rei e de bobo-da-corte, Anderson Silva é a principal atração do UFC 117.
É a primeira vez que a cidade californiana de Oakland recebe uma edição do UFC. E eles tiveram sorte. Vai ser um Brasil X EUA de arrepiar. As cinco lutas do card principal colocam frente-a-frente lutadores dos dois países. Como se não bastasse, teremos uma luta valendo cinturão e mais duas que decidirão desafiantes futuros.
A primeira delas é nos pesos pesados. O catarinense Júnior “Cigano” dos Santos vai medir forças com o pançudo Roy Nelson, que apesar da barriga enorme, tem uma mão de pedra.
Na minha opinião, Cigano é amplo favorito. Invicto em suas cinco lutas no UFC, ele leva vantagem em pé, no chão e, na distância, pois é mais alto e tem maior envergadura. Este último fator será fundamental, pois, desta forma, Nelson terá mais dificuldade de encontrar a distância certa para acertar seus torpedos.
Portanto, é uma questão de concentração. Se Cigano fizer o “dever de casa”, ganha. Se não, “Big Country” Nelson pode encaixar os mesmos socos que lhe deram a vitória na décima temporada do The Ultimate Fighter. Mas aposto em Cigano para vencer e esperar o vencedor de Brock Lesnar X Cain Velasquez para brigar pelo cinturão.
A segunda luta da noite tem um toque de vingança. Ricardo “Cachorrão” Almeida, nascido nos EUA, mas criado no Brasil, encara o ex-campeão dos meio-médios Matt Hughes, que, em sua última aparição, nocauteou Renzo Gracie, um dos mestres de Almeida.
Pode ser que ambos surpreendam e tentem resolver a luta na trocação, mas creio que os dois vão tentar resolver a parada no chão. Hughes vai ter mais iniciativa e usar sua habilidade na luta greco-romana para derrubar Almeida, que, por sua vez, tentará fazer seu jiu-jitsu afiado prevalecer. Luta difícil, mas com um certo favoritismo para Hughes.
Na sequência, uma luta que é “tudo ou nada” para os dois atletas.
De um lado, Rafael dos Anjos. O carioca perdeu seus dois primeiros embates no octógono do UFC, mas se recuperou e agora ostenta uma série invicta de três lutas, sendo a última no UFC 112, em Abu Dhabi, quando Rafael finalizou o britânico Terry Etim. Portanto, uma quarta vitória seguida o deixa muito bem cotado na fila para a disputa do cinturão dos pesos leves.
Mas seu adversário vem com tudo para recuperar a moral. Clay Guida é mais conhecido por sua raça, cabelos grandes, tatuagens e seu jeitão meio “ogro” de ser do que pela sua técnica. Mas ele consegue bons resultados e é bastante perigoso com seu wrestling. E motivação é o que não falta. Guida até hoje não conseguiu vencer adversários de ponta e tenta ganhar moral com o “patrão”. E uma derrota para o brasileiro põe tudo a perder. Portanto, ele vai lutar com ainda mais raça. Portanto, é bom Rafael tomar cuidado. Mas ainda acho que o brasileiro leva a vitória, achando um bracinho para aplicar um triângulo ou uma chave de braço.
Depois, antes da luta principal, tem Thiago “Pitbull” Alves finalmente de volta. Após perder a disputa de cinturão para Georges Saint-Pierre, no UFC 100, em julho do ano passado, Pitbull lutaria contra Jon Fitch no UFC 107, mas lesionou um joelho. A luta foi adiada para o UFC 111. Mas, aí, em uma tomografia computadorizada antes da luta, foi descoberta uma má formação arteriovenosa no cérebro do brasileiro, que foi submetido a uma cirurgia para corrigir o problema. Agora, finalmente, Pitbull terá sua chance.
Mas, do outro lado, Fitch, que também lutou no UFC 100, entrou no octógono nos dois eventos em que Pitbull não pôde lutar, ao encontrarem substitutos. Portanto, está com ritmo de luta, tinindo. Seu kickboxing é muito bom, mas ele vai mesmo é tentar explorar a deficiência do brasileiro em defesas de queda, com todo seu wrestling. Josh Kosheck não quis fazer isso e se deu mal, mas Georges Saint-Pierre se aproveitou, com maestria, da situação. Além disso, Fitch sabe como vencer Thiago, pois já conseguiu este feito no Ultimate Fight Night 5, em 2006. Então, dá para apontar o norte-americano como favorito.
Mas, para superar a falta de ritmo e suas próprias deficiências, Pitbull conta com seu kickboxing ultraexplosivo. Seus chutes poderosos e a explosão com a qual ele ataca o adversário podem acabar surpreendendo Fitch. E o fator motivação vai pesar. Ambos já tentaram, sem sucesso, roubar o cinturão de Georges Saint-Pierre. E Dana White já disse que o vencedor disputa o título com o vencedor da luta entre o ainda campeão GSP e o desafiante Kosheck. Fitch é favorito, mas Pitbull tem totais condições de levar.
E o evento principal, hein?
Após as palhaçadas em suas defesas do cinturão dos médios contra Patrick Coté, Thales Leites e, principalmente, Demian Maia, Anderson Silva está na berlinda. Dana White não vai querer saber se o “Spider” venceu ou não. Ele quer luta, quer seriedade. E, por isso, já disse que vai demitir o brasileiro em caso de novo papelão.
Só que, aí, quem resolveu bancar o palhaço foi o desafiante. Como fala, esse tal de Chael Sonnen! Já disse que vai ganhar, aposentar Anderson…só falta chamar Chuck Norris pra briga. Anderson falou pouco, mas debochou um bocado na entrevista coletiva antes da luta.
Até na coletiva e na pesagem, a fanfarronice toma conta da luta entre Anderson e Sonnen.
Quer saber? Só um soco milagroso, bem encaixado, praticamente espírita dá a vitória a Sonnen. Eu seria capaz de apostar milhões de mariolas (no Brasil, não se aposta dinheiro) na vitória do “Spider”. A dúvida é como vai ser: um show, como na vitória sobre Forrest Griffin, ou uma palhaçada como a de Abu Dhabi? Torço para que Anderson volte a dar show. Os fãs do UFC merecem ter o “Spider” verdadeiro de volta…
E vocês, o que acham? Façam suas apostas!
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