Depois de vencer campeonato, copa e supercopa nacionais, e a Champions’ League, a Internazionale vivia a expectativa de igualar o recorde do Barcelona de 2008-09 e conquistar todos os títulos disputados numa mesma temporada; a UEFA Super Cup, um título jamais conquistado pelo clube, seria o quinto da lista nerazzurra. No meio do caminho, porém, existia o campeão da Europa League, o Atlético de Madrid, igualmente disposto a levar uma taça inédita para o seu rol de títulos.
Permaneceu a vontade colchonera. Hoje comandado por Reyes e Agüero – autores dos gols – o Atlético não apenas conquistou a Super Cup, como chegou ao recorde de dois títulos internacionais numa mesma temporada; nunca o clube de Madrid havia conquistado tanto em sequência, e talvez nem houvesse derrotado um adversário tão forte, o que já torna este título um dos mais importantes de sua hitória.
DOMÍNIO INTERISTA. A Internazionale começou o jogo com muita disposição ofensiva. Primeiro, antes mesmo da partida completar um minuto, Sneijder bateu de longe, por cima. Três minutos depois, Milito, próximo do gol adversário, bateu cruzado, para fora. O Atlético respondeu aos cinco, quando Agüero, dentro da área neroazzurra, falhou na conclusão de cabeça; ele reclamou de um pênalti por um toque de Chivu, que não existiu. O próximo momento de perigo seria da Internazionale, mas só aconteceria aos 28 minutos: Maicon, que já estava fazendo o diabo pelo lado direito da defesa colchonera, foi ao fundo e cruzou na cabeça de Samuel, que cabeceou com pouca direção.
AGÜERO INVENTA FUTEBOL. Pouco depois dos 30 minutos de jogo, o atacante conchonero Agüero começa a roubar a cena: em dupla com Reynes, e contando sempre com o bom apoio de Forlán, o argentino passou a dar imprevisibilidade à manobra ofensiva do Atlético de Madrid, e, ao poucos, os problemas da defesa interista foram aparecendo. Aos 33 minutos, ele recebeu de Reynes na entrada da área; quando todos esperavam por uma progressão, Agüero emendou de primeira, surpreendendo Julio César – a bola saiu por pouco. Um pouco atordoada pela movimentação ofensiva do Atlético, a Internazionale se retraiu, permitindo ao adversário povoar seu campo de defesa. Aos 42 minutos, a punição quase chegou: mais uma vez Agüero, agora recebendo na frente após triangulação, bateu com perigo, numa bola que pasou raspando o travessão.

Via livre: colchoneros comemoram o gol de Reynes, que abriu caminho para a vitória do Atlético (Foto: Marca)
ATLÉTICO FATAL. Na segunda etapa, aparentemente, Benitez orientou a Internazionale a jogar mais no campo de ataque. De efetivo, porém, apenas uma boa chance para Milito, que concluiu mal. Era o Atlético quem tinha o controle da partida e, tal qual fez com o Liverpool, na semi-final da Europa League, armava o bote, com paciência. Aos 14 minutos, quase deu certo: num contra-ataque velocíssimo, Reyes recebeu de Agüero, venceu a marcação de Chivu e bateu, para excelente defesa de Julio César. Os dois se enfrentariam de novo, três minutos depois, e seria fatal: em jogada um pouco mais centralizada, e mais uma vez recebendo de Agüero, Reyes, deixado em absoluta liberdade pela retaguarda interista, bateu no canto de Julio Cesar, que falhou. O Atlético de Madrid abria o placar.
GOLPE FINAL. Após sofrer o gol, Benitez mandou Pandev para o jogo, mas os problemas ofensivos da Internazionale persistiam. Milito estava “inassistível” e Eto’o não se demonstrava nem a sobra do grande goleador que é. O técnico, então, tentou dar mais inventividade à equipe, tirando Sneijder – visivelmente cansado – e colocando o talento brasileiro Coutinho. De efeito prático, porém, nenhuma agressividade, apenas posse de bola; e bastou que a equipe nerazzurra a perdesse apenas uma vez para que o sonho da Super Cup acabasse: Simão puxou um contra-ataque veloz pela esquerda, que pegou toda a zaga interista adiantada, superou Maicon e cruzou na área para Aguëro, livre, marcar o segundo gol.
NÃO ERA UM BOM DIA. A um minuto do final, a Internazionale teve uma chance de ouro para reabrir a partida: Pandev sofreu pênalti; mas, na cobrança, Milito foi parado por De Gea. Enésima confirmação de que a multicampeã neroazzurra não estava em uma jornada feliz e deveria se render: no tira-teima, o rei da Europa é o Atlético de Madrid.
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