E os Lakers ganharam. De novo. Não discorrerei muito sobre a partida em si, visto que todos devem estar saturados de tanto ler/ouvir sobre o jogo mais importante dos últimos tempos na NBA. O que tenho a dizer sobre o jogo é: O que seria dos Lakers se Phill Jackson fosse treinador dos Celtics? Não quero tirar o mérito do MVP Kobe Bryant, do decisivo Pau Gasol e do maluco-beleza Ron Artest, mas o Mestre Zen realmente foi o fator decisivo para a conquista, anulando o garrafão adversário, passando calma nos momentos decisivos e, principalmente, ajustando as suas jogadas às deficiências do Boston. Fantástico Phill.
O assunto principal do post é a campanha dos Lakers. Para conseguir o 16º título de sua História, o Los Angeles Lakers passou pela Temporada Regular com relativa sobre, conseguiu a melhor campanha do Oeste(57/25) e a terceira melhor dentre as duas conferências.
Logo no primeiro Round dos Playoffs, o time de Los Angeles encarou o perigoso Oklahoma City Thunder, de Russell Westbrook e cestinha da temporada regular Kevin Durant. Apesar de alguns problemas em Oklahoma, o time de Jack Nicholson conseguiu fazer 4-2 na série e garantir a vaga nas semi de Conferência contra a incógnita Utah Jazz. Nesta série os Lakers foram soberbos, varreram a equipe de Deron Willians e Cia e chegaram com moral elevada na final de Conferêcia contra a surpresa Phoenix Suns, que após eras perdendo para o San Antonio, conseguiu eliminar os Texanos. Novamente a equipe de Phill foi superior e sem maiores complicações despachou “Los Soles” por 4-2.
A grande final foi contra os algozes da Final de 2008, o Boston Celtics, que vinham em grande fase, especialmente Rajon Rondo. A série começou foi emocionante do início ao fim e, é claro, teve de ser decidida no jogo 7. Apesar dos esforços de Ray Allen(jogo2),Glen Davis(jogo 4), Paul Pierce(jogo5) e Kevin Garnett(jogo 7) os Celtics não conseguiram parar os triângulos de Phill Jackson e as jogadas inacreditáveis de Kobe Bryant. O resultado todos já conhecem.
Jogador-a-Jogador
Kobe Bryant- Monstro. Um mito dos Lakers. MVP das finais com média de 29,5 pontos, 6,8 rebotes e 4,2 assistências. Creio que isto basta.
Derek Fischer- Muitas vezes contestado, o armador dos Lakers mostrou seu valor, matou bolas decisivas durante todo o Playoff e agora recebe os louros de uma vitória conquistada, muito, pelo seu suor e sua dedicação, mesmo que ofuscado por Bryant.
Pau Gasol- Se alguém ainda duvidava do Espanhol, agora não tem mais dúvidas. Gasol, especialmente no jogo 7, foi decisivo e mostrou que é a bola de segurança dos Lakers quando Kobe está apagado.
Ron Artest- As conversas com a psiquiatra deram resultados. Nesta temporada vimos um Artest equilibrado, decisivo e, como sempre, forte na defesa. O bad boy foi essencial nas séries contra o Thunder(leia-se Kevin Durant) e Boston Celtics(Paul Pierce). No jogo 7 das Finais ainda converteu uma das últimas cestas da partida, esfriando a reação verde.
Andrew Bynum- Apesar das contusões, o jovem pivô do Los Angeles foi fundamental na conquista, lutando com Kendric Perkins na defesa e acabando com ele no ataque.
Lamar Odom- O sexto(ou quinto) homem dos Lakers. Jogador de confiança do treinador, sempre que exigido deu velocidade à transição, contrinui com bons arremessos e lutou muito por rebotes. Ótimo jogador de grupo, necessário para todas as equipes.
Jordan Farmar- Muito criticado, contestado porém adorado pelos torcedores(americanos) do Lakers. Mesmo que meio afobado e atrapalhado, quando em quadra sempre demonstrou raça, enquanto o titular absoluto Fischer descansava.
Shannon Brown- Provou que não só mais um Dunkman. Nas finais manteu bem o ritmo enquanto o astro mor descansava, proporcionando algumas jogadas plásticas de erguer a torcida.
Sasha Vujacic- Cumpriu bem seu papel quando exigido. No último jogo, entrou apenas quando faltavam alguns minutos, para receber a falta e bater os lances livres. A responsabilidade era enorme, mas Sasha converteu os arremessos e mostrou que não interessa quanto ele joga, se estiver em quadra dará bons frutos.
Luke Walton- Apesar de pouco utilizado nas finais, Luke foi, durante toda a temporada, um exemplo de dedicação e disciplina. Se não é o melhor dos arremessadores, sempre foi disposto na defesa e inteligente no ataque, dando boas assistências.
Josh Powell- Também foi pouco usado nas finais e na temporada Regular. Mesmo assim esteve em quadra na grande final. Mesmo que por 1 minuto.
DJ MBenga- O grandalhão não foi muito usado na série contra o Boston, mas foi importante na Temporada Regular, quando Andrew Bynum estava baleado.
Adam Morrison- Os últimos dois jogos desse cara foram contra o Oklahoma City Thunder, a partir dai, o ala sequer foi relacionado para as partidas. O basquete é uma mãe para alguns. Morrison ganhará um anel. Charles Barkley, Steve Nash, John Stockton, entre outros, não têm nenhum…
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