Tranqüilidade, esperança e conformismo foram os sentimentos que dominaram a última rodada do Grupo B da Copa do Mundo.
A Argentina estava tranqüila: com seus seis pontos e um grande saldo de gols, Maradona se deu ao luxo de testar seus reservas – entre os quais o mega-artilheiro Diego Milito – contra a Grécia, no estádio Peter Mokaba, em Polokwane. Grécia que se dividia entre duas esperanças: vencer a Argentina (ao limite do impossível) ou empatar e esperar que a Coréia do Sul perdesse para a conformada e virtualmente eliminada Nigéria, Em Durban, no estádio Moses Mabhida.
A situação, convenhamos, estava mais favorável à Coréia do Sul. Os asiáticos, porém, foram surpreendidos pela determinação da Nigéria – que, infelizmente, para os nigerianos, esteve um pouco ausente nos outros jogos – também movidos por uma pontinha de esperança: o gol de Uche, aos 12 minutos, se combinado com uma vitória da Argentina, valeria a classificação. A Argentina, todavia, jogava em ritmo de treino: pouca criatividade, com Messi e Verón abaixo do aceitável, e quase nenhum arremate a gol, salvo o chute de Agüero, aos 22 minutos.
Em Durban, aos 35, a Nigéria carimbou a trave asiática, com Uche. E, como “quem não faz, toma”, a Coréia do Sul, apenas três minutos mais tarde, achou o gol de empate, com Lee Jung-Soo. Em Polokwane, Maradona foi nervoso para o vestiário, ao termino do primeiro tempo. Sua Argentina não mostrara força. Pior: logo no início da segunda etapa, Demicheles perdeu a bola para Sâmaras, que bateu com perigo, próximo à trave de Romero.
Foi tudo de que a Grécia foi capaz, e logo a Argentina, ainda que sem brilho e criatividade, dominava o campo. As esperanças helênicas desapareceriam quase completamente quando, no estádio Moses Mabhida, Park Chu-Young virou o jogo para a Coréia do Norte. As mesmas esperanças, porém, queriam se divertir às custas dos gregos, e foram renovadas quando, aos 24 minutos, Yakubu empatou o jogo para Nigéria.24 minutos também foi o tempo necessário para que a Argentina se decidisse a matar o jogo. Bolatti tentou de cabeça, mas não conseguiu. Depois, Messi cobrou uma boa falta, espalmada para fora pelo goleiro Tzorvas. Aos 32 minutos, o quase acabou: Messi cobrou escanteio e Demichelis tentou duas vezes antes de marcar: na primeira, sua cabeçada bateu em Milito; na segunda, ele chutou para a rede. A Coréia do Sul já comemorava sua vaga. E, aos 43 minutos, Palermo deu ainda mais certeza aos asiáticos e garantiu os 100% de aproveitamento da Argentina, ampliando após boa jogada de Di Maria.
GRUPO B
01. Argentina (9) [OITAVAS-DE-FINAL]
02. Coréia do Sul (4) [OITAVAS-DE-FINAL]
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03. Grécia(3)
04. Nigéria (1)
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