11 de julho de 2010. Joanesburgo, África do Sul. Estádio Soccer City. Aconteça o que acontecer, será feita história. Depois de ter enfrentado muitos anos de apartheid, a África so Sul, que ainda aprende a superar as diferenças de cor, vai dar novas tonalidades ao mundo da bola. Espanha e Holanda vão consagrar um campeão mundial inédito, o primeiro dentre os europeus a conquistar uma Copa fora de seu continente natal.
É a final perfeita.
Uma final que, por inúmeros motivos, justifica-se amplamente: os espanhóis conseguiram montar a melhor equipe de sua história, que mescla experiência e juventude, jogo plástico e seriedade, mas, sobretudo, possui mentalidade vencedora – algo que faltava, e muito, nas Fúrias mais “calminhas” do passado; os holandeses, revolucionários do futebol com suas técnicas de defesa e ataque, abdicaram um pouco do espetáculo, mas ainda seguem à risca sua cartilha de ataque e, um pouco mais pragmáticos do que de costume, chegam invictos e com 100% de aproveitamento à sa terceira decisão de mundial.
A vontade de conquistar o mundo, em ambos, é exatamente a mesma. Os jogos de Espanha e Holanda também se complementam: se estivessem juntos na mesma equipe, o atual foco no resultado da “Laranja” potencializaria naturalmente a ofensividade, às vezes um pouco displiscente, espanhola. Até as cores se pertencem, pois, da união entre o vermelho e o amarelo da Espanha, nasce o laranja da Holanda, que, desmembrado, volta a ser a bicolor espanhola.
Onde você quer estar quando ouvir os três apitos de fim de jogo? Importe-se com isso – essa final vai marcar tempo e espaço.
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