Até que ponto um ídolo pode ser homenageado por seu ex-clube ? Durante todo o tempo que assisto futebol nunca vi tanta emoção em um reencontro de um jogador com seu ex-clube. A partida entre 2 gigantes da Europa, Barcelona e Milan desta Quarta-feira, 25 de agosto de 2010, foi um mero detalhe, uma mera peculiaridade durante a grandeza do espetáculo. O amistoso foi disputado no estádio Camp Nou, que estava completamente lotado, valendo o troféu Joan Gamper, homenagem ao primeiro presidente do Barcelona.
Antes dos times entrarem em campo a homenagem já havia começado. No telão do estádio Camp Nou foi exibido um vídeo com os melhores momentos de Ronaldinho com a camisa Azul-grená, algo de arrepiar. Logo após terminar o vídeo, começa o hino do Barcelona e os times entram em campo, incrível, todo o estádio se levantou e aplaudiu sem parar. Não, não aplaudiam os times, aplaudiam uma lenda, Ronaldo de Assis Moreira. O jogo também marcaria o primeiro jogo de David Villa como titular. O Barcelona entrou com uma equipe mista deixando a maioria de suas estrelas no banco, como Xavi, Messi, Valdés, Piqué… O primeiro tempo foi movimentado mas nenhuma das equipes tiveram grandes chances para marcar. O Barça explorava muito o lateral brasileiro recém contratado Adriano. Pelo lado do Milan, Ronaldinho foi bastante acionado, mas não fez suas jogadas geniais, não era seu dia “tecnicamente” falando. O Milan também pouco produziu.
O segundo tempo começou bastante agitado, Zlatan Ibrahimovic marcou impedido, colocando fogo no jogo. O Barça dominou boa parte do tempo com a bola no chão, mas sentia falta de Xavi. Com suas escapadas pela esquerda, Adriano fez boa jogada e cruzou rasteiro na medida para enfim David Villa marcar seu primeiro gol com a camisa do Barcelona. O jogador comemorou muito com seus companheiros. O Milan equilibrou o jogo depois do gol de Villa, mas não chegava ao gol do goleiro Pinto. O técnico Pep Guardiola lançou então suas estrelas em campo, Messi, Piqué e Pedro, Villa saiu de campo bastante aplaudido. Mesmo com suas estrelas, o goleiro Roma conseguiu frear o poder ofensivo do Barça até que Pippo Inzaghi empatou a partida depois de boa jogada de Seedorf. O jogo continou o mesmo, até que Ronaldinho foi substituido. Delírio no Camp Nou, todos gritavam “Ronnie, Ronnie, Ronnie” (como carinhosamente era chamado pela torcida culé). Ronaldinho abriu o sorriso e antes de sair do gramado tirou a camisa do Milan, por baixo tinha outra escrito “Barça, te amo. Ronaldinho R10″. E caminhou até o técnico Pep Guardiola para lhe dar um abraço. A partida terminou 1-1, as penalidades viriam.
Messi, Thiago e Bojan marcaram para o Barcelona, o goleiro Pinto (reserva de Valdés) deu um show de como defender penalidades e pegou as cobranças de Jankulovski, Seedorf e Pirlo. O Barça conquista então o troféu Joan Gamper. A homenagem não havia terminado. Confesso que nunca vi antes algo parecido, Carles Puyol pega a taça, a levanta e logo depois chama Ronaldinho Gaúcho e entrega o troféu. Ronaldinho parecia não acreditar na homenagem, o Camp Nou aplaudia sem parar o eterno sorriso brasileiro que marcou época e história no clube catalão. Logo depois de receber essa emocionante homenagem, o jogador do Milan foi abraçar emocionado cada um dos jogadores do Barcelona, principalmente Puyol, Valdés e Messi. Sem dúvidas uma noite inesquecível para todos que prestigiaram esse espetáculo.
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